Geração um pouco mais cara. O acréscimo é de R$ 1,885 a cada 100 kWh (R$ 0,01885/kWh), antes dos impostos.
R$ 1,885
por 100 kWh
R$ 0,01885
por kWh
Fonte: ANEEL · dado atualizado automaticamente.
O que é a bandeira tarifária?
A bandeira tarifária é um sinal de preço criado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em 2015. Todo mês, a ANEEL define uma cor — verde, amarela ou vermelha — que indica o custo de gerar energia naquele período e quanto isso pesa na conta de luz dos consumidores atendidos pela distribuidora.
A lógica é a mesma de um semáforo: verde significa custo baixo e nenhum acréscimo; amarela e vermelha sinalizam que a geração está mais cara e que haverá um valor extra por kWh consumido. A bandeira não é um imposto novo nem um lucro da distribuidora: ela apenas repassa, de forma transparente, o custo real da geração no mês.
Histórico das bandeiras
Veja a evolução da bandeira tarifária mês a mês. Cada quadrado representa a bandeira em vigor naquele mês:
A virada do verde para o amarelo (ou vermelho) acompanha o início do período seco, quando a geração hidrelétrica diminui. A bandeira pode mudar todo mês, então vale acompanhar o anúncio da ANEEL para se planejar.
Valores da bandeira tarifária em 2026
Os valores abaixo são definidos pela ANEEL e revisados periodicamente. Eles representam o acréscimo cobrado sobre cada 100 kWh consumidos (antes dos impostos):
| Bandeira | Acréscimo por 100 kWh | Acréscimo por kWh | Quando é acionada |
|---|---|---|---|
| Verde | Sem acréscimo | R$ 0,00 | Condições favoráveis de geração |
| Amarela | R$ 1,885 | R$ 0,01885 | Geração um pouco mais cara |
| Vermelha — patamar 1 | R$ 4,463 | R$ 0,04463 | Geração cara (mais termelétricas) |
| Vermelha — patamar 2 | R$ 7,877 | R$ 0,07877 | Geração muito cara / escassez de água |
Os valores são reajustados pela ANEEL (normalmente no início do ciclo anual). Por isso, confirme sempre o valor vigente no site da ANEEL ou na sua distribuidora antes de fazer contas exatas.
Como funciona e por que a conta fica mais cara
A maior parte da energia elétrica do Brasil vem de hidrelétricas. Quando os reservatórios estão cheios, gerar energia é barato e a bandeira fica verde. No período seco, com os reservatórios baixos, o país precisa acionar as usinas termelétricas (gás, carvão, óleo), que produzem energia bem mais cara.
Esse custo extra da geração térmica precisa ser pago por alguém. Em vez de embuti-lo só no reajuste anual, a bandeira tarifária cobra o valor no mês em que o custo acontece, dando um sinal claro ao consumidor de que vale a pena economizar naquele período. O dinheiro arrecadado vai para a Conta Bandeiras, administrada pela CCEE, que cobre os custos da geração mais cara.
As cores da bandeira tarifária
Bandeira verde
Indica condições favoráveis de geração: os reservatórios estão em bom nível e a energia é barata. Não há nenhum acréscimo na conta de luz.
Bandeira amarela
Sinaliza que a geração está um pouco mais cara. O acréscimo é de R$ 1,885 a cada 100 kWh (R$ 0,01885/kWh).
Bandeira vermelha — patamar 1
Acionada quando é preciso usar mais usinas termelétricas. O acréscimo sobe para R$ 4,463 a cada 100 kWh (R$ 0,04463/kWh).
Bandeira vermelha — patamar 2
É a bandeira mais cara do sistema atual, usada quando a geração atinge o custo máximo, em situações de escassez de água. O acréscimo é de R$ 7,877 a cada 100 kWh (R$ 0,07877/kWh).
Como calcular o impacto na sua conta
O cálculo é simples. Pegue o seu consumo do mês (em kWh, indicado na conta de luz), divida por 100 e multiplique pelo valor da bandeira:
Fórmula Acréscimo = (consumo em kWh ÷ 100) × valor da bandeira
Veja exemplos para um consumo de 200 kWh no mês:
- Bandeira verde: R$ 0,00 de acréscimo;
- Bandeira amarela: 200 ÷ 100 × R$ 1,885 = R$ 3,77;
- Bandeira vermelha patamar 1: 200 ÷ 100 × R$ 4,463 = R$ 8,93;
- Bandeira vermelha patamar 2: 200 ÷ 100 × R$ 7,877 = R$ 15,75.
Atenção aos impostos O valor da bandeira entra na base de cálculo do ICMS, PIS e Cofins. Por isso, o valor que realmente aparece na conta é maior do que o acréscimo "puro" calculado acima — em geral, de 15% a 30% a mais, dependendo do estado.
E a bandeira de escassez hídrica?
Entre setembro de 2021 e abril de 2022, durante a pior crise hídrica em quase um século, o governo criou uma bandeira extra de escassez hídrica, ainda mais cara que a vermelha patamar 2. Ela foi extinta e não está em vigor: hoje o sistema funciona apenas com as quatro cores (verde, amarela e as duas vermelhas).
Quem paga a bandeira tarifária?
A bandeira é cobrada de todos os consumidores do mercado regulado (cativo) — ou seja, quem é atendido pela distribuidora local e recebe a conta de luz tradicional. Já quem migrou para o mercado livre não paga bandeira: nesse caso, o preço da energia é definido em contrato com a comercializadora.
Para reduzir o impacto da bandeira, especialmente nos meses de vermelha, vale concentrar esforços em economia de energia: usar aparelhos de alto consumo (chuveiro, ar-condicionado, máquina de lavar) com moderação, aproveitar a luz natural e manter os equipamentos em boa manutenção. Se faltar energia na sua região, veja também como agir na nossa página de queda de energia.
Perguntas frequentes sobre a bandeira tarifária
Qual é a bandeira tarifária atual?
Em julho de 2026 está em vigor a Bandeira amarela, com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A ANEEL anuncia a bandeira de cada mês no fim do mês anterior.
Quanto custa a bandeira amarela?
A bandeira amarela acrescenta R$ 0,01885 por kWh, ou seja, R$ 1,885 a cada 100 kWh. Para uma casa que consome 200 kWh no mês, o custo extra é de cerca de R$ 3,77 antes dos impostos.
Como calcular o impacto da bandeira na conta?
Divida o seu consumo do mês (em kWh) por 100 e multiplique pelo valor da bandeira. Exemplo: 250 kWh na bandeira vermelha patamar 1 = 250 ÷ 100 × R$ 4,463 = R$ 11,16 de acréscimo, antes de ICMS, PIS e Cofins.
Por que a bandeira fica amarela ou vermelha?
Por causa do período seco. Com os reservatórios das hidrelétricas mais baixos, o sistema aciona usinas termelétricas, que geram energia mais cara — e esse custo é repassado pela bandeira.
Quem está no mercado livre paga bandeira tarifária?
Não. A bandeira tarifária se aplica apenas aos consumidores do mercado regulado (cativo), atendidos pela distribuidora. Quem está no mercado livre paga o preço da energia contratada e não a bandeira.