Bandeira de julho de 2026 Bandeira amarela Em vigor agora

Geração um pouco mais cara. O acréscimo é de R$ 1,885 a cada 100 kWh (R$ 0,01885/kWh), antes dos impostos.

R$ 1,885

por 100 kWh

R$ 0,01885

por kWh

Fonte: ANEEL · dado atualizado automaticamente.

O que é a bandeira tarifária?

A bandeira tarifária é um sinal de preço criado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em 2015. Todo mês, a ANEEL define uma cor — verde, amarela ou vermelha — que indica o custo de gerar energia naquele período e quanto isso pesa na conta de luz dos consumidores atendidos pela distribuidora.

A lógica é a mesma de um semáforo: verde significa custo baixo e nenhum acréscimo; amarela e vermelha sinalizam que a geração está mais cara e que haverá um valor extra por kWh consumido. A bandeira não é um imposto novo nem um lucro da distribuidora: ela apenas repassa, de forma transparente, o custo real da geração no mês.

Histórico das bandeiras

Veja a evolução da bandeira tarifária mês a mês. Cada quadrado representa a bandeira em vigor naquele mês:

jan 2026
fev 2026
mar 2026
abr 2026
mai 2026
jun 2026
jul 2026
Verde Amarela Vermelha 1 Vermelha 2

A virada do verde para o amarelo (ou vermelho) acompanha o início do período seco, quando a geração hidrelétrica diminui. A bandeira pode mudar todo mês, então vale acompanhar o anúncio da ANEEL para se planejar.

Valores da bandeira tarifária em 2026

Os valores abaixo são definidos pela ANEEL e revisados periodicamente. Eles representam o acréscimo cobrado sobre cada 100 kWh consumidos (antes dos impostos):

Valores das bandeiras tarifárias em 2026
Bandeira Acréscimo por 100 kWh Acréscimo por kWh Quando é acionada
Verde Sem acréscimo R$ 0,00 Condições favoráveis de geração
Amarela R$ 1,885 R$ 0,01885 Geração um pouco mais cara
Vermelha — patamar 1 R$ 4,463 R$ 0,04463 Geração cara (mais termelétricas)
Vermelha — patamar 2 R$ 7,877 R$ 0,07877 Geração muito cara / escassez de água

Os valores são reajustados pela ANEEL (normalmente no início do ciclo anual). Por isso, confirme sempre o valor vigente no site da ANEEL ou na sua distribuidora antes de fazer contas exatas.

Como funciona e por que a conta fica mais cara

A maior parte da energia elétrica do Brasil vem de hidrelétricas. Quando os reservatórios estão cheios, gerar energia é barato e a bandeira fica verde. No período seco, com os reservatórios baixos, o país precisa acionar as usinas termelétricas (gás, carvão, óleo), que produzem energia bem mais cara.

Esse custo extra da geração térmica precisa ser pago por alguém. Em vez de embuti-lo só no reajuste anual, a bandeira tarifária cobra o valor no mês em que o custo acontece, dando um sinal claro ao consumidor de que vale a pena economizar naquele período. O dinheiro arrecadado vai para a Conta Bandeiras, administrada pela CCEE, que cobre os custos da geração mais cara.

As cores da bandeira tarifária

Bandeira verde

Indica condições favoráveis de geração: os reservatórios estão em bom nível e a energia é barata. Não há nenhum acréscimo na conta de luz.

Bandeira amarela

Sinaliza que a geração está um pouco mais cara. O acréscimo é de R$ 1,885 a cada 100 kWh (R$ 0,01885/kWh).

Bandeira vermelha — patamar 1

Acionada quando é preciso usar mais usinas termelétricas. O acréscimo sobe para R$ 4,463 a cada 100 kWh (R$ 0,04463/kWh).

Bandeira vermelha — patamar 2

É a bandeira mais cara do sistema atual, usada quando a geração atinge o custo máximo, em situações de escassez de água. O acréscimo é de R$ 7,877 a cada 100 kWh (R$ 0,07877/kWh).

Como calcular o impacto na sua conta

O cálculo é simples. Pegue o seu consumo do mês (em kWh, indicado na conta de luz), divida por 100 e multiplique pelo valor da bandeira:

Fórmula Acréscimo = (consumo em kWh ÷ 100) × valor da bandeira

Veja exemplos para um consumo de 200 kWh no mês:

  • Bandeira verde: R$ 0,00 de acréscimo;
  • Bandeira amarela: 200 ÷ 100 × R$ 1,885 = R$ 3,77;
  • Bandeira vermelha patamar 1: 200 ÷ 100 × R$ 4,463 = R$ 8,93;
  • Bandeira vermelha patamar 2: 200 ÷ 100 × R$ 7,877 = R$ 15,75.

Atenção aos impostos O valor da bandeira entra na base de cálculo do ICMS, PIS e Cofins. Por isso, o valor que realmente aparece na conta é maior do que o acréscimo "puro" calculado acima — em geral, de 15% a 30% a mais, dependendo do estado.

E a bandeira de escassez hídrica?

Entre setembro de 2021 e abril de 2022, durante a pior crise hídrica em quase um século, o governo criou uma bandeira extra de escassez hídrica, ainda mais cara que a vermelha patamar 2. Ela foi extinta e não está em vigor: hoje o sistema funciona apenas com as quatro cores (verde, amarela e as duas vermelhas).

Quem paga a bandeira tarifária?

A bandeira é cobrada de todos os consumidores do mercado regulado (cativo) — ou seja, quem é atendido pela distribuidora local e recebe a conta de luz tradicional. Já quem migrou para o mercado livre não paga bandeira: nesse caso, o preço da energia é definido em contrato com a comercializadora.

Para reduzir o impacto da bandeira, especialmente nos meses de vermelha, vale concentrar esforços em economia de energia: usar aparelhos de alto consumo (chuveiro, ar-condicionado, máquina de lavar) com moderação, aproveitar a luz natural e manter os equipamentos em boa manutenção. Se faltar energia na sua região, veja também como agir na nossa página de queda de energia.

Perguntas frequentes sobre a bandeira tarifária

Qual é a bandeira tarifária atual?

Em julho de 2026 está em vigor a Bandeira amarela, com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A ANEEL anuncia a bandeira de cada mês no fim do mês anterior.

Quanto custa a bandeira amarela?

A bandeira amarela acrescenta R$ 0,01885 por kWh, ou seja, R$ 1,885 a cada 100 kWh. Para uma casa que consome 200 kWh no mês, o custo extra é de cerca de R$ 3,77 antes dos impostos.

Como calcular o impacto da bandeira na conta?

Divida o seu consumo do mês (em kWh) por 100 e multiplique pelo valor da bandeira. Exemplo: 250 kWh na bandeira vermelha patamar 1 = 250 ÷ 100 × R$ 4,463 = R$ 11,16 de acréscimo, antes de ICMS, PIS e Cofins.

Por que a bandeira fica amarela ou vermelha?

Por causa do período seco. Com os reservatórios das hidrelétricas mais baixos, o sistema aciona usinas termelétricas, que geram energia mais cara — e esse custo é repassado pela bandeira.

Quem está no mercado livre paga bandeira tarifária?

Não. A bandeira tarifária se aplica apenas aos consumidores do mercado regulado (cativo), atendidos pela distribuidora. Quem está no mercado livre paga o preço da energia contratada e não a bandeira.